SANKOFA
Dia 20 festival Sankofa18Daniel Castellano.jpg

SANKOFA ILÉ - A casa da tradição.

O grupo faz um passeio pela história do negro no Brasil por meio de quatro blocos ritmicos (samba de roda/terreiro, jongo, coco, afoxé) apresentados por duplas que trarão as memórias ritmicas de suas etnias que formam os sons afros das diversas regiões do Brasil.

Foto: Fernando Souza

 

A SANKOFA PRODUÇÕES tem como missão a difusão dos legados dos africanos que vieram para o Brasil na diáspora negra. Ao longo de quase uma década realiza atividades centradas nas questões culturais e, como essas se articulam com o processo de transmissão de conhecimentos (culturas + educação) sempre pensando em proporcionar reflexões problematizando os ‘pré-conceitos’ que todos construímos acerca dos negros e de seus descendentes presentes em todos os continentes.

O ideograma SANKOFA está presente em uma dessas tradições. Segundo a tradição a expressão adinkra nasceu por causa do rei Nana Kofi Adinkra que dentre outras coisas detinha o segredo de fabricação do tecido que depois ganhou o seu nome, como tam bém o estampava com desenhos do trono de ouro, símbolo maior do poder entre os acã (Akan). Um certo dia o rei dos asante Osei Bonsu, sentindo-se ameaçado por esse potencial usurpador, declarou-lhe guerra.  Após a morte do rei, a palavra adinkra no tuí (Twi), a língua dos povos acã, assume o significado literal de “despedida, “gesto de adeus”. Entretanto, a palavra também pode se decompor em ‘di nkra’, ou seja, ‘despedir-se do kra’ (pode ser traduzido como alma). Esse elemento constitutivo do ser humano – além do sunsum (caráter/personalidade), ntoro (anjo da guarda), mogya (corpo físico) e o tumi (a força vital) ­– é, para os acã, a própria manifestação da força humana, o élan vital, o condutor do destino do indivíduo. O kra é recebido pela pessoa antes dela nascer constituindo-o de um destino para cumprir, ligando o indivíduo ao ser supremo. Assim um adinkra é muito mais do que um símbolo gráfico. Nesse sentido sanfoka se apresenta como símbolo da sabedoria de aprender com o passado para construir o futuro sendo importante destacar que nunca é tarde para voltar e apanhar o que ficou atrás; é necessário ter a cabeça voltada para o passado e, com isso, nossos pés possam estar fincados no presente, pois,  somente assim, poderemos contruir um outro futuro.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Dia 20 festival Sankofa14Daniel Castellano.jpg