HÉLIO LEITES
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O Contador de Histórias 

Por Hélio Leites
    "Não sou um contador de histórias por vontade própria, o mundo é que me transformou em Contador de Histórias.
    Foi nesse stress que aprendi que quando nada dá certo na sua vida, o que sobra é contar a história de seus fracassos, o povo adora ouvir fracassos dos outros, que é para não cometer os seus.
     A profissão mais antiga do mundo não é a prostituição, desculpem-me, é o contador de histórias.   Para transformar uma pessoa nesse profissional, antes é preciso contar muitas histórias a ela.  Contar histórias é a profissão mais antiga e a mais nova, contando histórias a vida se renova.
      Trabalhei em bancos por mais de vinte e cinco anos, carimbando cheques devolvidos de pessoas que eu não conhecia.  Sempre desconfiei que Deus tinha me reservado uma profissão mais útil.
       Quando tive chance de fugir do banco, através da demissão incentivada, o quadro negro do desemprego apontava um número de 250 mil desempregados no Brasil, aliás 250 mil e um.    Depois de tirar esse peso de cima de meus ombros,  fechei os olhos de alívio, e vi uma mala fechada, então perguntei ao meu Patrocinador espiritual se era só a mala, e ele me fez ver que era o que eu carregava dentro da mala e o meu destino era abrir a mala.
       A partir daí, venho trabalhando  histórias e assuntos  para encher a mala.   Contando histórias, podemos transmitir valores, saberes e princípios.
        O mundo precisa de pessoas honestas, leais, éticas é como conseguiremos tal contingente, contando às crianças histórias honestas, leais e éticas.
        Conto histórias sobre assuntos de nosso cotidiano, e uso como bengala a reciclagem do lixo que a humanidade, vai descartando em sua passagem sobre esse mundo convulso, seguindo a máxima de São Francisco que nos ensinou  que pobreza é também linguagem. "

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