CASA DAS MANDALAS
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Nilvia Cortes Lopes trouxe a Casa das Mandalas para o Encontro de Tradições. Mandala em sânscrito significa cícrulo e define a harmonia entre o humano e o cosmo, o Divino.

As mandalas aparecem em diversas culturas ao redor do mundo, podendo ser uma manifestação puramente artística, ou uma ligação com a religiosidade.

Seu simbolismo inclui todas as figuras dispostas em torno de um centro.

Elas estão nos tapetes de areia colorida feitos pelos monges budistas do Tibet, na arquitetura dos vitrais das catedrais de igrejas cristãs da era medieval, nos pictogramas dos índios Navajo na América do Norte, nas pinturas da cultura japonesa, nos recortes em madeira, na tapeçaria, etc.

 

Para a escritora e pesquisadora Celina Fioravanti, autora de "Mandalas: como Usar a Energia dos Desenhos Sagrados" e "Mandalas - 32 Caminhos de Sabedoria" (editora Pensamento), "no Oriente, a criação dessas figuras está relacionada a um ritual que busca movimentar as energias das divindades e nos conectar a essas forças". Segundo ela, na Índia, as mandalas recebem o nome de iantras e são traçadas no chão com pós coloridos para inspirar a meditação.

Segundo ela, na Índia, as mandalas recebem o nome de iantras e são traçadas no chão com pós coloridos para inspirar a meditação.

Como instrumento terapêutico, a mandala é usada desde os tempos primitivos pelos chamãs indígenas da América e aborígenes da Austrália que as desenham, ainda hoje, em areia colorida como um caminho para reencontrar seu próprio centro. Atualmente existem até livros com mandalas riscadas para colorir e as mandalas feitas com recortes em papel. Mandalas na Lapa Em 1994 a Prefeitura Municipal da Lapa iniciava o Programa Primeiro Emprego para formação de jovens e inclusão ao mercado de trabalho. Em Dezembro de 94 estes adolescentes foram responsáveis pela decoração natalina do Centro Histórico da Lapa e para isso precisavam encontrar uma decoração barata, de fácil feitio e que principalmente não danificasse o Patrimônio Histórico. Artistas plásticos apresentaram então as mandalas de papel. Consistem em um processo simples. Em uma folha de papel sulfite, uma dobradura específica e recortes realizados com auxílios de uma tesoura qualquer pessoa cria uma mandala única, pois uma nunca será igual a outra. Com auxílio de um peso de papel ou mesmo de um livro pesado a mandala é prensada e depois colada no lado interno dos vidros das janelas das residências. Essa tradição permaneceu por mais alguns anos, sendo reavivada em 2013 pelos servidores das áreas de Cultura e Turismo do Município da Lapa.